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“Vir sapiens dominabitur astris”. Conhecimento e práticas astrológicas na corte medieval portuguesa (D. João I a D. Afonso V)

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“Vir sapiens dominabitur astris”. Conhecimento e práticas astrológicas na corte medieval portuguesa (D. João I a D. Afonso V)

Helena Avelar de Carvalho

Revista, Medievalista online, Número 12, Julho - Dezembro (2012)

Resumo

Este estudo aborda a prática da astrologia e suas repercussões culturais na corte portuguesa dos séculos XIV e XV. Baseia-se no estudo comparativo de três conjuntos de fontes: 1) os livros de astrologia das bibliotecas reais, que revelam os conceitos dominantes da astrologia; 2) os escritos dos reis D. João I e Duarte, e do príncipe D. Pedro, como exemplos da aplicação prática destes conceitos; 3) as crônicas reais de Fernão Lopes; Gomes Eanes de Zurara e Rui de Pina. O estudo comparativo das referências astrológicas nestes três conjuntos de fontes permite uma melhor compreensão do papel da astrologia e das suas repercussões culturais na corte medieval portuguesa. O tema da astrologia é abordado como prática cultural na corte medieval portuguesa nos séculos XIV e XV. O reconhecimento desta prática como fator estrutural da cultura medieval, bem como a correta compreensão do próprio sistema astrológico, permite um conhecimento mais aprofundado da cultura e das mentalidades medievais.

A Parte I apresenta um levantamento dos estudos existentes sobre astrologia medieval. Este estudo revelou que os historiadores portugueses raramente abordam a astrologia medieval na perspetiva da História da Cultura. Quando o fazem, a maioria deles o apresenta de forma desdenhosa e desfavorável, como um exemplo de “crença supersticiosa medieval”, que foi rapidamente substituída pelo pensamento racional. Muitas vezes, as referências à astrologia servem apenas para realçar as “melhorias” e a “racionalidade” do pensamento renascentista. No entanto, existem alguns estudos relevantes sobre a prática da astrologia do ponto de vista cultural.


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